[Diário de Bordo] Eco Parque Sauípe

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Nosso dia começou às 07:30 da manhã, quando entrávamos no ônibus, e após cerca de duas horas de viajem, finalmente chegamos ao nosso destino.


[9hs50mins] A primeira "trilha" leva os visitantes do portão ao prédio principal. Durante esse caminho pudemos ver diversas esculturas, lagos, e até mesmo animais nativos da região. Algumas esculturas do artista baiano Bel Borba, o mesmo que expôs alguns de seus trabalhos no Shopping da Bahia durante um período deste ano, chamava a atenção dos alunos enquanto caminhávamos. As esculturas do Bel Borba chamam atenção pela forma na qual ele reutiliza o lixo, o obsoleto, para criar a arte.


Chegando ao prédio principal, todos nos acomodamos no pátio onde a guia Roberta falou um pouco sobre o parque e sobre seus biomas. Em um total de 640,000 km², o eco parque de Sauípe possui como principal bioma a Mata Atlântica, e oscila entre Reestinga e Caatinga de acordo que se afasta do litoral. Um dos principais pontos do parque é a forma que é misturado a arte natural com a humana. Além de Bel Borba, outros escultores expõem suas obras nas trilhas do parque.

[10hs20mins] Espalhados pela imensidão verde temos algumas espécies nativas do bioma como jacarés de papa amarela e micos-leão-dourados. Há também dois museus dentro do parque, sendo um deles o Museu de Ciências Naturais e o outro , Museu de História Natural.



No Museu de Ciências Naturais, encontramos inúmeros animais empalhados representando a diversidade biológica do nosso país. Entre todos esses, temos tigres, várias espécies de aves, cobras e outros répteis, coalas, tatus e vários outros. 



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Já no Museu de História Natural, podemos ver um pouco da história de Sauípe. Vários objetos indígenas e quadros explicativos são vistos lá, trazendo vários tópicos interessantes. Uma coisa que deixa claro a carga histórica da área é o seu próprio nome. Aquela região foi nomeada pela tripo indígena que lá vivia. Sauípe significa "terra de muitas formigas", o que explica bastante a quantidade imensa de formigas que trafegam pelas trilhas.



[12hs10mins] Enfim, saímos do prédio principal, e nos dirigimos para mais uma trilha. Para não perder a identidade visual do parque, vimos mais esculturas durante o trajeto.


Dessa vez vemos restos de avião acoplados a manequins. Juntando todas essas esculturas, a ideia de que "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" expressa por Antoine Lavoisier se torna bastante presente no quadro geral do parque. Isso nos leva até nossa próxima parada: a Estação Ambiental Braskem, famigerada casa do futuro.


A casa do futuro nos sugere que, em poucas décadas, a Terra vai estar completamente escassa, e por conta disso, as paredes das casas serão agora feitas de plástico tipo pvc e sustentadas por grandes estruturas de aço. O interior da estrutura é um verdadeiro labirinto de pôsteres informativos e botões.


Na palestra da casa do futuro foi nos passado a razão pela qual devemos cuidar do nosso consumo tanto de água, quanto de energia. A questão é que, por mais que 71% da terra seja de água, resta apenas aproximadamente 2,5 % de água doce no mundo. Por mais que existam milhões de técnicas químicas para tratar a água para se tornar "potável", isso envolve muita química que nos traz problemas de saúde graves. Não é preciso ir até outro lado do mundo para ver o quanto a situação está precária. Aqui no Brasil mesmo, em São Paulo, a água já é controlada, por conta de sua escassez.


Vemos também um pouco do processo físico que acontece para que a energia da natureza se transforme em eletricidade, e a quantidade de energia que alguns dos eletrodomésticos utilizam, por hora. Isso sobrecarrega o nosso planeta, pois para que nossa eletricidade seja produzida, o planeta precisa mover as águas e os ventos para que esses movimentos sejam convertidos em energia elétrica.

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[13hs] Saímos da Estação Braskem, e paramos para almoçar. Às 14hs50mins voltamos para o ônibus, e após mais duas horas, chegamos em salvador às 17hs. Foi uma viagem interessante, e bastante informativa para nós. Esperamos que tenha sido o mesmo para todos!

Texto: Luan Carlos
Revisão e Acréscimos: Bruna Gonçalves e Mariana Kely
Fotografia: Cyro Nogueira e Luan Carlos


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